segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

CULTO DE EVANGELIZAÇÃO E ENTREGA DE CESTAS BÁSICAS

A primeira comunidade cristã seguiu os passos de Jesus, demonstrando uma grande sensibilidade para com as necessidades uns dos outros. Uma prática comum daquela igreja era a partilha de bens para atender aos necessitados (At. 2:44,45; 4:34,35). Essa partilha era totalmente voluntária, e não compulsória. O que acontecia certamente era que os cristãos que possuíam uma melhor situação econômica vendiam suas casas e terras para atender aos irmãos mais necessitados. 

Uma observação a ser feita aqui é que a prática dos cristãos do segundo século, ainda que seja louvável, não é normativa para nós hoje. O ensino bíblico sim é normativo, mas não a prática da igreja. O Novo Testamento não apresenta evidências de que este costume tenha se espalhado além da igreja de Jerusalém. O importante é que aqueles primeiros cristãos colocaram em prática os princípios que haviam sido ordenados pelo Antigo Testamento e por Jesus. Este é o exemplo que fica para a igreja dos nossos dias.

Os apóstolos também se preocuparam com o compromisso social cristão. Paulo fala da liberdade da contribuição (I Co. 9:7). Cada um deveria dar conforme a sua prosperidade. Paulo elogiou os macedônios porque “deram na medida de suas posses e mesmo acima delas” (II Co. 8:3).

• O apóstolo Tiago tem uma posição bastante contundente quanto à injustiça social e aos ricos. Tiago condena abertamente os ricos que oprimem os pobres e são insensíveis à sua pobreza e necessidades. Tiago não condena os ricos por serem ricos simplesmente, mas o faz quando são egoístas e cometem injustiças contra os pobres (5:1-6).

Seguindo essa linha de pensamento cristão é que o casal Diácono Guilherme e Lourdes, membros da Igreja Presbiteriana de Salgado de São Félix, realizaram em sua residência, sob a supervisão e orientação espiritual do Rev. Sílvio Bernardino, um culto de caráter evangelístico e social com distribuição de cesta básicas no dia 23 de dezembro de 2011. Os elementos que continha nas cestas foram arrecados pelo casal entre os irmãos e amigos da comunidade. Vejam as fotos abaixo:



O Diácono Guilherme dando início ao culto em frente em sua residência.



O Diácono Clodoaldo, com o apoio do irmão Flávio,
ministrando os louvores e sendo acompanhando por toda 
a congregação e amigos presentes.


As pessoas sentadas nas calçadas em frente a casa, ouviam e participavam atentamente!


As crianças não ficaram de fora da celebração, lá estavam também!!!



O público presente somavam mais de 80 pessoas nesta 
significativa celebração ao Senhor nosso Deus!



A pequena Kaylane e um grupo de Senhoras da Igreja também louvaram a Deus!


O Diácono Pádua orou a Deus pelo Rev. Sílvio que se 
preparava para a ministração da Santa Palavra de Deus!




O Rev. Silvio Bernardino ousadamente ministrou a Palavra de Deus para um grupo de pessoas não crentes que ávidamente ouviam a mensagem de Deus!


Logo após a pregação da Palavra de Deus, o Sr. Manoel Quintino, 
pai do diácono Clodoaldo, foi alcançado pela Evangelho da Graça 
e foi a frente recebendo o dom da salvação. Momento de festa e gratidão a Deus!


A irmã Lourdes, esposa do Diácono Guilherme também 
usou da oportunidade para expressar a sua gratidão a 
Deus e a todos que colaboram para esse momento muito especial.








Os amigos não crentes que receberam as cestas 
básicas se mostraram muito feliz por essa pequena contribuição 
e traziam para cada um deles um Natal diferente. Que Deus os abençoe!


sábado, 26 de novembro de 2011

12º ANIVERSÁRIO DA SOCIEDADE AUXILIADORA FEMININA - SAF


26 de Novembro de 2011 - Sábado

Com este anuncio a Sociedade Auxiliadora Feminina da nossa Igreja, deu início as festividades de 12º aniversário de organização. A semana que antecederam este evento foram de muitos preparativos por parte das irmãs para que Deus tivesse na direção de tudo.


Púlpito devidamente adornado e 
colocado em ordem para 
receber os pastores e líderes das 
igrejas locais convidadas.


O Rev. Silvio Bernardino, pastor da Igreja deu as boas vindas aos visitantes. Estavam conosco representantes das Igrejas Assembléia de Deus, Deus é Amor, Igreja Congregacional, Igreja Presbiteriana de Itabaiana e a Congregação Presbiteriana de Rodeador.




Templo adornado e bastante preenchido pelos irmãos presentes  e convidados.


Presb. Rozendo, Pr. Ecrivado (Igreja Congregacional), 
Rev. Silvio e o Presb. Jailton Morais (Pregador da Noite).


Professor Pádua (Diácono da Igreja), 
fazendo a oração inicial do culto da noite!


A Sociedade Auxiliadora Feminina louvando a Deus!!!


Grupo de Louvor El-Shaddai 
(Grupo de Senhoras da Igreja Congregacional Família Viva), 
também louvando o nome do Senhor!


Pr. Ecrivaldo (Igreja Congregacional Família Viva) 
saudando a Igreja e agradecendo pelo 
convite e falando da importância deste evento.



Irmã Edênia Morais (Igreja Presbiteriana de Mangabeira) ministrando o louvor que se tornou um momento de muita adoração e testemunho. Cantou toda a Igreja, entre outros cânticos, o clássico de sua autoria "Enche-me com teu Espírito".



Presb. Jailton ministrou uma edificante palavra, usando como o texto de I Samuel 1, enfatizando as ações de Ana (levantar-se, v.9; derramar-se, v.15 e como tudo terminou "o seu semblante já não era triste", v.18). Uma mensagem que edificou todos os presentes!!!


Ana Sampaio, 1ª Secretária, lendo o histórico da 
Sociedade Auxiliadora Feminina da Igreja Presbiteriana de Salgado de São Félix.


Irmã Aparecida (carinhosamente conhecida como irmã nena) 
Presidente da SAF, agradecendo a Deus e aos presentes pelo 
belíssimo culto e convidando os presentes a voltarem no domingo!



Depois do culto, momento de descontração. Na foto acima, 
o casal que nos abençoou neste 1ª noite. Na foto seguinte, 
a nossa SAF não podia perder essa oportunidade.

27 de Novembro de 2011 - Domingo



Rev. Silvio Bernardino convidando a Igreja à Adoração no segundo 
dia de aniversário da Sociedade Auxiliadora Feminina.



Ministração dos louvores congregacionais pelos irmãos: 
Presb. Roberto Pina, Maria José e Graça Pina. Toda a Igreja
engrandece o nome do Senhor nosso Deus!




Pr. Walter, pastor da Assembléia de Deus em Salgado de São Félix (Missão), 
faz uma saudação a SAF e a toda a Igreja e agradece a Deus pelo convite recebido.



A Sociedade Auxiliadora Feminina engrandece o nome do Senhor!


Presb. Roberto Pina ministrando o louvor por ocasião do Ofertório!



Pr. Arnóbio Bernardino, pastor da Igreja Evangélica Congregacional do
Vale da Benção em Caruaru (PE), deu o seu testemunho de vida de 
43 anos de vida cristã e Ministrou a Palavra do Senhor, usando como texto base João 12.1-12.


Irmã Nena (Presidente da SAF) falando as sócias sobre o modo como Deus foi louvado 
e engrandecido durante toda a Festa. Pede ainda para que às sócias continuem 
se empenhando mais na obra do Senhor!






Para concluir a celebração, o Pr. Walter (Assembléia de Deus), 
faz a oração final e o Pr. Arnóbio Bernardino (Igreja Congregacional) 
faz a impetração da bênção. Em seguida, 
as irmãs da SAF sai com as bandeiras!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

ESTUDOS EXPOSITIVOS NA EPÍSTOLA DE TIAGO (Rev. Silvio Bernardino)


O Rev. Silvio Bernardino, iniciou nesta quinta-feira (dia 25/08/2011), no Culto de Doutrina, uma série de estudos bíblicos expositivos na Epístola de Tiago. Apesar do tempo chuvoso, mas a presença dos irmãos foram marcantes para o primeiro estudo. 

A Carta de Tiago foi raramente comentada ao longo dos séculos, talvez pelo seu carácter de exortação moral e pelo seu sabor judaico: só duas vezes cita o nome de Jesus (1,1; 2,1) e propõe como modelos apenas figuras do Antigo Testamento: Abraão, Job, Raab, Elias. Mas nos nossos dias veio a merecer um interesse especial dos estudiosos, pois apresenta uma exposição viva e espontânea da mensagem no ambiente das primitivas comunidades cristãs de origem judaica e revela uma série de contrastes que despertam a atenção.

Assim, como toda Palavra é viva, parece que Tiago, ao escrever a epístola, está nos observando em pleno século 21, orientando-nos a como sermos cristãos autênticos e termos uma vida repleta de bênçãos ao seguirmos os ensinamentos ali apresentados.

Em certa ocasião, Lutero escreveu que considerava a carta de Tiago como uma "epístola de palha", por não conter muito "evangelho". Equivocou-se o grande Reformador. Ao contrário da palha, Tiago é feita de material permanente, durável e que ao longo de gerações tem abençoado a Igreja e os cristãos, ateando em seus corações um fogo muito mais profundo e duradouro do que qualquer "fogo de palha". Ou ainda, como disse outro comentarista, os palitos da palha que compõem a carta de Tiago são fortes e agudos o suficiente para espetar e ferir as consciências de todos os que a lerem.

Portanto, quer ouvir a Palavra de Deus sendo ministrada com temor e fidelidade. Visite a nossa Igreja. Todas as quintas, às 19h30m.

Fazendo a Diferença


“Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós”(Gn 45.5). 

Esta foi a palavra abençoada proferida por José quando do seu reencontro com seus irmãos; os mesmos que o haviam vendido como escravo ao Egito. José não estava magoado, nem ressentido e nem com desejo de vingança. Pelo contrário, ele estava convencido de que toda tramóia de seus irmãos fizeram a ele, na verdade, fazia parte do maravilhoso projeto do Soberano Deus para a vida de seu povo.

Jacó o pai de José, tornou-se o filho das promessas patriarcais. Jacó, cujo nome foi mudado para Israel, teve doze filhos. Seu filho favorito, José, foi traído por seus irmãos, vendido como escravo e depois levado para o Egito. Enquanto estava no Egito, José foi abençoado por Deus e, de forma miraculosa, chegou a um alto cargo político naquela terra estrangeira. Durante uma grande seca, os filhos de Israel viajaram para o Egito à procura de comida para a família que haviam deixado em Canaã. José havia prosperado no Egito e estava diante daqueles que o haviam traído e, agora, suas vidas estavam nas mãos dele. Contudo, o que José fez foi providenciar comida para eles e os proteger. Israel e todos os seus filhos mudaram de Canaã para Gósen, na região nordeste do Delta do Egito.

José foi alguém que fez a diferença. Na vida do Egito, na vida de seus irmãos, na vida de sua família, na vida do povo de Deus. “... Porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós”. Quem vive um relacionamento de intimidade e integridade com Deus; certamente irá fazer diferença onde estiver.

Publicado no Boletim Dominical
Ano 1 - Número 07 - Agosto de 2011.

domingo, 14 de agosto de 2011

MURMURAÇÃO – A FALTA DE CONFIANÇA EM DEUS (Números 14.1-12)


INTRODUÇÃO 
Tem gente que vê dificuldade em tudo, só dá contra, e diz- “Eu sou realista!” O que você acha desta atitude?

No capitulo 10 da primeira Carta aos Corintios, Paulo relembra alguns pecados cometidos por Israel, no deserto, e as tristes conseqüências da infidelidade. No versículo 10 ele faz a seguinte advertência: “Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador”. Este versículo é uma referencia ao episodio narrado no texto básico deste estudo – Números 14 – quando os filhos de Israel foram duramente castigados pelo Senhor, por causa da murmuração.

“Murmurar”, conforme o dicionário, é soltar queixumes, lastimar-se, queixar-se em voz baixa, falar mal, apontar faltas, formar mau juízo de alguém ou de alguma coisa. Foi exatamente isto que aconteceu com o povo de Israel, após o relatório trazido do pelos homens que foram espiar a terra (Nm 13.25-33). O Senhor indignou-se ante a atitude do povo: “ate quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim” (v.26).

O objetivo deste estudo é alertar quanto ao pecado da murmuração e incentivar os presbiterianos a uma vida de inteira confiança em Deus, de gratidão, e de apoio aos lideres. Diante dos desafios da caminhada, Israel se pôs a murmurar (v.1). As soluções que começaram a se desenhar, como fruto da murmuração, apontavam para um fim desastroso: a rejeição à autoridade de Moises e Arão e sua substituição; o retorno ao opressor; o apedrejamento de Josué e Calebe por não compartilharem do pessimismo do povo (vs. 2-10). Mas Deus intervém, manifestando-se em gloria sobre o tabernáculo (v.10). A condenação divina aos murmuradores é severa (vs. 11,12,23,29,33,34).

O nosso Deus é misericordioso e providente. Ele conduz o seu povo e supre as suas necessidades. Por isso, reprova a murmuração. A murmuração é sinal de incredulidade, de ingratidão e de um agir irrefletido. Conforme o texto, Moisés, tendo consciência da grande ofensa praticada pelo povo, mais uma vez intercede (vs.13-23). Deus se dispõe a perdoar o povo, mas não o livra das conseqüências do seu pecado. Observa Gordon J. Wenhan que “como é típico da ironia desta historia, o seu castigo é feito de forma comparativa com o seu crime. Eles queriam morrer no deserto e voltar para o Egito; de maneira um tanto diferente do que eles desejavam, Deus acede aos seus pedidos. O programa há muito esperado de entrar em Canaã será adiado para permitir que a geração rebelde morra onde deseja. (...) Eles disseram: Oxalá tivéssemos morrido neste deserto! (v. 2). Quatro vezes eles são avizados: Neste deserto irão cair vossos cadáveres (29, 32, 33, 35). Os seus filhos, que eles disseram que iriam perecer em Canaã, mais tarde chegarão ali e tomarão posse da terra (3, 31, 33). Como imediata confirmação desses avisos, todos os espias infiéis morrem em uma praga enviada dos céus. Só Josué e Calebe, cuja entrada em Canaã é garantida, sobrevivem a ela ( 30, 36-38)”. (Números – Introdução e Comentário, Mundo Cristão/ Vida nova).

A atitude dos murmuradores, narrada nos versículos 39 a 45, mostra que, embora entristecidos, não reconheciam a autoridade de Moises, o seu legitimo representante. Também não estavam levando Deus a serio. Na verdade, os murmuradores não gostam de ser submeter, agem por conta própria. 

1. A AÇÃO DOS MURMURADORES CONSISTE EM PUXAR PARA TRÁS
O tema da murmuração, focalizado em números 14, não é novo na caminhada de Israel. A murmuração esta vinculada à incredulidade do povo e, em diversas circunstâncias, verifica-se tal atitude. Na ocasião narrada no texto eles estavam acampados em Cades Barneia. A anteriormente, o povo já havia murmurado, conforme relatam as passagens de Êxodo 14.11,12; 15.24; 16.2,3 12; 17.2 e Números 11.1. tudo isso se deu logo após a saída do Egito. Por causa da murmuração, Deus fez com que eles permanecessem no deserto cerca de 38 anos (Dt 2.14,15).

Embora a providência divina fosse inconfundível durante aquela jornada, o povo estava constantemente duvidando. A liderança e a autoridade de Moises eram questionadas (v.4). Em diversas ocasiões Deus já havia se manifestando a Moises, o qual desempenhava a importante função de mediador. Apesar disso, eles se opunham a Moises, contendiam, lastimavam-se. Os desejos, em vez de estarem projetados para a terra da promessa, estavam fixados no Egito. Tinham grande desejo das comidas dos egípcios (Ex 16.3; Nm 11.4-6). Em vez de olhar para frente, olhavam para trás. O comodismo do passado sobrepunha-se aos riscos e possibilidades do futuro. Eles diziam “não nos seria melhor voltar para o Egito?” (v.3).

A murmuração é tipicamente pessimista. Os murmuradores estão sempre a reclamar e a dar contra. Os versículos 39 a 45 comprovam isto. Quando era para subir a terra prometida, eles se recusaram. Quando era para retroceder e aguardar, eles teimaram em prosseguir. Eles estão sempre em descompasso. Parece que é pelo simples prazer de ser contra. O próprio Senhor Jesus conviveu com esta situação.

A murmuração é fruto da incredulidade, pois os murmuradores, como já foi exposto, não crêem, não confiam. Na igreja, infelizmente, é possível encontrar pessoas assim. Vivem a criticar, acham que todos estão errados, tudo é difícil, nenhuma idéia ou projeto vai funcionar. Em vez de colaborar, torcem para que as coisas dêem erradas. Tal atitude alem de antiética, depõe contra a causa cristã e trás prejuízos a toda a comunidade. 

2. A MURMURAÇÃO TEM EFEITO CONTAGIOSO NA COMUNIDADE
O texto diz que “todos os filhos de Israel murmuraram contra Moises e contra Arão” (v.2). A murmuração é um mal que rapidamente envolve a todos. De uma hora para outra, a liderança bem sucedida de Moises e Arão se vê ameaçada: “E diziam uns aos outros: Levantemos um capitão e voltemos para o Egito” (v.4). 

A ação destrutiva dos murmuradores continua fazendo estragos entre o povo de Deus e arruinando a vida de lideres. Muitas vezes, pessoas crentes e ingênuas, acabam sendo usadas e manipuladas em conflito de interesses. Líderes íntegros e comprometidos com Deus são desonrados e injustiçados como aconteceu com Moises. Comunidades inteiras são afetadas, experimentando inimizades, divisões e enfraquecimento.

A conduta pouco ética dos murmuradores faz com que, em pouco tempo, muitas sejam contagiados. A ferramenta deles é a língua, a palavra. A propósito, vale a pena considerar as advertências contidas no capitulo 3 da Carta de Tiago, quanto aos pecados da língua e o dever de refrea-la.

3. É PRECISO RESISTIR A TENTAÇÃO DA MURMURAÇÃO
A murmuração é uma tentação sempre presente diante de nós. Pode até torna-se um habito. Conter a língua, ou falar o que é certo, de maneira correta, na hora apropriada e com que deve ouvir, é uma arte que nem todos dominam. A formula indicada por Tiago é muito útil para nos disciplinar neste sentido: “todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19).

Não se pode confundir o questionamento bem intencionado e a critica construtiva, com a murmuração. Esta inclui más intenções; é insensível e traiçoeira; é negativa e destrutiva. Somos desafiados a rever a maneira como tratamos nossos lideres, pois o alvo dos murmuradores é sempre a liderança (Fp 2.25,29; I Ts 5.12,13; Hb 13.17).

A murmuração é incompatível com uma vida cristã marcada por fidelidade, confiança e cooperação. Conforme já foi mencionado na introdução, o texto de I Corintios 10 – que recorda experiências de Israel no deserto – contém advertências quanto a uma serie de erros que devemos evitar, dentre eles, a murmuração (I Co 10.10). A murmuração afasta a benção e atrai o juízo de Deus. Mas, quando a murmuração cede ligar à confiança em Deus, a união e cooperação entre os irmãos ”Ali derrama o Senhor a sua benção e a vida para sempre” (Sl 133).

Devemos tomar cuidado para não incorrermos no pecado da murmuração. Ela pode ser extremamente prejudicial, tanto para nós, quanto para a igreja. È por isso que a Palavra de Deus recomenda: “Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo...” (Fp 2.14-16).